Com uma periodicidade quinzenal, este clube destina-se a promover o prazer da leitura partilhada, bem como o desenvolvimento de algumas técnicas que a ajudem a pôr em prática.
Para quem gosta de ler para os outros e de ouvir ler.

próxima sessão | 7 Março 2017

será o tema das leituras
será responsável pelo livro do dia

Santos e Pecadores


Antecipámos uma semana o Carnaval numa sessão aberta a todos os membros de anos anteriores do CLeVA. Boa disposição não faltou.

Fizemos um desfile de Santos & Pecadores: Pepetela, João de Deus, Dinis Machado, Eça de Queirós, Mário Cesariny, Mário de Carvalho, Manuel Bandeira, Aldous Huxley, Afonso X, entre outros. Rimos muito, lemos muito, comemos e bebemos muito e só terminámos a altas horas. Um Carnaval!


próxima sessão | 21 Fevereiro 2017

Leituras satírico/humorísticas de preferência em grupo.
Vamos antecipar o espírito do carnaval?
São bem vindos mascarados, carregados de boa disposição, foliões em geral

Cada macaco no seu galho


Hoje, com este tema e a tendência geral para lhe dar a volta, ouvimos a comparação entre animais e humanos de Gonçalo M. Tavares, considerações gerais sobre a marmelada de Miguel Esteves Cardoso, a moralidade das fábulas de La Fontaine, várias versões de um texto de Brecht sobre como nunca aceitar que cada macaco esteja destinado a um só galho, dois poemas de Alexandre O'Neill sobre os macacos que não largam os seus galhos, visitámos o original Planeta dos Macacos de Pierre Boulle e ainda ouvimos uma história de (pouco) amor da Menina Má de Vargas Llosa.

o começo da sessão foi impactante com o Avelino a apresentar-nos a sua proposta de livro do dia: "Guerra" de Harold Pinter, 
Acabámos em festa como sempre, comendo, bebendo e rindo e galhofando.
E a quem interessar, aqui fica a receita da boleima
Tudo presenciado e registado por uma equipa do programa "Literatura aqui" da RTP2.
Diz que passa na televisão no dia 28.
Aí veremos a nossa figura

próxima sessão | 14 Fevereiro 2017

será o tema das leituras
será responsável pelo livro do dia

Gatos



Esta noite miámos muito na sessão do CLeVA com as palavras de Edgar Allan Poe, Lewis Carroll, Miguel Torga, Afonso Cruz, Rui Caeiro, António Mota, Murakami, Ary dos Santos e Patacrúa. E claro, no final houve banquete.   Miau!

a Marina trouxe-nos "A casa com alpendre de vidro cego" de Herbjørg Wassmo

próxima sessão | 31 Janeiro 2017

será o tema da sessão
será responsável pelo livro do dia

Animais de estimação

com o frio a apertar foram menos os corajosos (quase só corajosas) que se atreveram a sair de casa
Recomeçámos o ano com os nossos animais de estimação. Os nossos não. Os deles. Os cães: o Charley de Steinbeck, o Argo de Ulisses, o Cão como nós de Manuel Alegre, Marley, o cão que veio como treino para um primeiro filho do casal de Marley & eu, o Titã, o "tremendo cachorrão" de Ricardo Benevides que leva Fabíola pelo ares. Os gatos: os de Manuel António Pina, os da cabeça dele e os reais, O gato e o escuro de Mia Couto; os pequenos gatos de Rui Caeiro que vieram acompanhados de muita bicharada: bois, baratas, elefantes, formigas, aves, pombos, tudo bichos de estimação. Ainda houve espaço para Platero, o burro por quem toda a gente se apaixona de Juan Ramón Gimenez e que nesta leitura trazia um som especial que nos transportou de imediato para o campo. E graças aos tempos modernos, ouvimos e vimos um excerto da leitura de O triunfo dos porcos de George Orwell.
deste vez tivemos um tele-cleva, pela Neusa, muito bem acompanhada com cão e com gato
a Teresa apresentou-nos Palomar de Italo Calvino

próxima sessão | 17 Janeiro 2017

será o tema das leituras
será responsável pelo livro do dia

boas festas

mais fotos de André Kertész com pessoas a ler aqui e aqui

mais fotos de Steve McCurry de pessoas a ler, aqui

A minha Terra



Esta noite a festa foi diferente e foi maior. Convidámos os membros dos antigos Clubes de Leitura e juntámos-nos todos. Saímos da Biblioteca mas trouxemos os livros connosco. Fomos muitíssimo bem recebidos na IN.fusão de Sabores. Comemos, bebemos, lemos e porque o natal está à porta, trocámos prendas (livros).

Para o ano há mais.


a Eduarda trouxe-nos "Ensaio sobre a Cegueira" de José Saramago como livro do dia


mais um pouco da festa


Somos prisioneiros de guerra. Os nossos sonhos foram medicados. Não pertencemos a lugar nenhum. Velejamos sem âncora por mares revoltos. Podemos nunca ter licença para aportar. As nossas dores nunca serão suficientemente tristes. As nossas alegrias nunca suficientemente felizes. Os nossos sonhos nunca suficientemente grandes. As nossas vidas nunca suficientemente importantes. Para importarem. 
Vamos imaginar que a terra - 4600 milhões de anos de idade – era uma mulher de 46 anos. A Mulher Terra. Toda a sua vida de Mulher-Terra foi dedicada a fazer da terra o que ela é hoje. Dividiu os Oceanos. Fez as montanhas emergir. A Mulher-Terra tinha 11 anos quando surgiram os primeiros organismos unicelulares. Os primeiros animais, criaturas como os vermes e as acalefas, só surgiram quando ela tinha 40 anos. E tinha mais de 45 anos – só há 8 meses – quando os dinossauros deambulavam pela Terra. Toda a civilização humana tal como a conhecemos, começou apenas há duas horas na vida da Mulher-Terra. Portanto, toda a história contemporânea, as guerras mundiais, a guerra dos sonhos, o homem na lua, a ciência, a literatura, a filosofia, a busca do conhecimento, mais não são do que uma piscadela de olho da Mulher-Terra. E nós, tudo o que somos e seremos, é um lampejo nos seus olhos. 
Mais tarde, à luz de tudo o que aconteceu, lampejo parecia uma palavra completamente errada para descrever a expressão nos olhos da Mulher-Terra. Lampejo era uma palavra com rebordos ondulantes e felizes. 

Arundhati Roy de O Deus das pequenas coisas

próxima sessão | 6 Dezembro 2016

será o tema das leituras

será responsável pelo livro do dia

Espaço




Esta sessão do CLEVA dedicada ao tema ESPAÇO começou com notícias sobre o espectáculo de teatro do Grupo de Teatro Comunitário da Casa da Achada a que assistimos no Liceu Camões. Esse trabalho revelou-nos uma forma corajosa e simples de trabalhar a leitura em voz alta. A não perder.
Ainda passámos a seguir pela conversa sobre promoção da Leitura, nos Dias do Desassossego, onde a Cristina foi convidada a participar em nome da Andante.
Depois ouvimos a história La noche en que las letras se liberaron de Pep Duran e da sua livraria, o livreiro e contador de histórias catalão. Apesar da pronúncia, ouvimos o texto em espanhol, tal como estava escrito no livro "Palavras por la lectura".
Os exercício práticos recaíram desta vez sobre a espacialidade e sobre a propagação do som da voz. Partimos do poema de Nuno Júdice:

Semiologia


Digo: o amor. Há palavras que parecem sólidas,
ao contrário de outras que se desfazem nos dedos.
Solidão. Ou ainda: medo. As palavras, podemos
escolhê-las, metê-las dentro do poema como
se fosse uma caixa. Mas não escondê-las. Elas
ficam no ar, invisíveis, como se não precisassem
dos sons com que as dizemos.

A partir daqui tentámos construir uma linha musical com palavras libertadas no espaço pela nossa voz, e tentámos dominar o nosso movimento usando apenas a audição de um som previamente definido.

Depois tivemos direito a leituras verdadeiramente entusiasmantes sobre o tema:
Cada vez mais este grupo elabora as suas prestações, as trabalha, as prepara, para nos surpreender, para nos conquistar, ganhando consciência das dificuldades e dos objectivos a atingir.
 as leituras passaram por:
A máquina do mundo e Poema do homem só de António Gedeão;
Uma noite caiu uma estrela de David Machado e Paulo Galindro;
Diário mínimo de Umberto Eco;
Liberdade e A fada Oriana de Sophia de Mello Breyner Andresen


a Isabel trouxe-nos Os transparentes de Ondjaki como livro do dia

O último texto que ouvimos foi o do livro do dia: Os transparentes de Ondjaki. O único senão é que já estávamos todos conquistados antes, este é um livro excepcional. Agradecemos à Isabel por nos lembrar.

E comemos e bebemos e rimos e conversámos e ...

próxima sessão | 22 Novembro 2016

será o tema das leituras


a Isabel será responsável pelo livro do dia